quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Vote nos melhores de 2009 no chá de poejo

Não deixe de participar da votação dos melhores de 2009 aqui no chá de poejo. Você poderá escolher os melhores nas seguintes categorias:

1. Melhor Filme;
2. Melhor Atriz;
3. Melhor Atriz Coadjuvante;
4. Melhor Ator;
5. Melhor Ator Coadjuvante;
6. Melhor Roteiro Original;
7. Melhor Diretor.

O resultado final dessa enquete sairá no dia 06 de março, data que antecede o Academy Awards - Oscar 2010. Para iniciar a sua participação, vá para a opção VOTE AQUI !!! do ícone que se encontra na parte superior do canto direito do blog (Vote nos melhores de 2009). Vote logo, antes que a Shosanna leve todos os prêmios para casa.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Notícias do 60º Festival de Berlim

O Festival de Berlim que é um dos mais importantes de cinema do mundo, completa 60 anos em 2010. Esse ano, os ursos de ouro e de prata, serão entregues entre 11 e 21 de fevereiro. Dentre as várias mostras, estão contidas na programação, duas importantes homenagens. Uma delas, à Marlene Dietrich, a famosa atriz de Marrocos, será a primeira estrela a compor o Bulevar da Fama berlinense. A atriz e cantora alemã naturalizada americana, foi indicada por um júri, designados por instituições como a Cinemateca Alemã e a Academia Cinematográfica. O evento deve ocorrer nesta quinta-feira por conta do início do festival. O segundo momento interessante, será a apresentação do longa Metrópolis produzido em 1927 pelo diretor Fritz Lang, um dos símbolos do expressionismo alemão. Entretanto, a película mostrada será uma restauração da original, tudo isso, em uma Berlim congelante.

Abaixo, fotos de Marlene Dietrich e de um cartaz do filme Metrópolis.

Clique aqui para navegar no site oficial do festival.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alguns dos mais badalados do ano

Sem muito tempo, nem juízo, afinal de contas, há muito já é carnaval aqui em Recife. Mas para não perder o ritmo, vou colocar um ensaio legal que vi na Vanity Fair. Ponho algumas fotos a seguir, no link pode-se ver todo o ensaio, e os créditos das imagens.

Foto 1 - Kathryn Bigelow com Jeremy Renner. Um filme juntos: The Hurt Locker (2008).

Foto 2 - Lee Daniels com Mo’Nique e Gabourey Sidibe. Um filme juntos: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009).

Foto 3 - Pedro Almodóvar com Penelópe Cruz. Quatro filme juntos: Carne Trémula (1997), Tudo sobre minha mãe (1999), Volver (2006), e Los Abrazos Partidos (2009).

Foto 4 - Nora Ephron com Meryl Streep. Três filmes juntas: Silkwood (1983) e Heartburn (1986) com Ephron como escritora, e Julie & Julia (2009) com Ephron como escritora-diretora.

Foto 5 - Tom Ford com Colin Firth e Julianne Moore. Um filme juntos: A Single Man (2009).

Foto 6 - Quentin Tarantino com Christoph Waltz. Um filme juntos: Bastardos Inglórios (2009). A melhor foto de todas!

Você pode ver o making-off das fotos no vídeo a seguir:


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dirimindo dúvidas

Enquanto para muitos, a disputa para se decidir o melhor filme do ano de 2009 está entre Guerra ao Terror e Avatar, inclusive no Oscar 2010, para mim, a batalha de titãs acontece entre Bastardos Inglórios e Guerra ao Terror. Ao assistir a película dirigida pela Kathryn Bigelow, surgiu uma dúvida, quem é o melhor, Bastardos Inglórios ou Guerra ao Terror? Inclusive, em postagem publicada em 26 de janeiro de 2010, escrevia:

Nota pessoal:

Desde outubro do ano passado, quando vi Bastardos Inglórios, que para mim, ele era o favorito em qualquer premiação. No entanto, depois de ver Guerra ao Terror, entrei em conflito com as minhas preferências. No momento, eu já não sei quem indicaria como melhor do ano, essa que é uma dúvida saudável, me levará a ver o longa do Tarantino novamente, a fim de sanar esse problema com minha escolha.

Desde já, informo que minha dúvida desapareceu, e que o longa do Tarantino venceu essa guerra de titãs, e dez foram os motivos para isso.

1. Bastardos Inglórios é um filme feito para cinéfilo, para quem gosta do melhor do cinema. A cada momento respira-se cinema, desde o palco do desfecho final do longa, até as citações ao cinema alemão.

2. Tem um elenco incrível, com poucas estrelas, mas que cumprem muito bem os seus papéis.

3. Só nele eu vejo a Shosanna (Mélanie Laurent) se vestindo de vermelho, pronta para matar ao som de Cat People (Putting out Fire) do David Bowie. Sensacional!

4. Só nele, eu também vejo o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) dando uma gargalhada da desculpa da Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) para o gesso na perna, e depois, ele retirando meticulosamente a sandália dela. Fora o cinismo, a ironia e o sarcasmo do Coronel da SS. Imperdível!

5. Os diálogos inteligentes e o roteiro original fazem com que a trama flua por mais de duas horas e meia, sem que o espectador se canse.

6. As partes em que o filme é dividido se encaixam perfeitamente, dando a película,
coerência artística, coesão narrativa e beleza estética.

7. Há uma subversão histórica. Tarantino brinca com a história oficial, incluindo a operação Kino, que tem o objetivo de matar todos os comandantes do alto escalão nazista, inclusive, o próprio Hitler. E ele consegue fazer isso...

8. Só em Bastardos Inglórios há uma "Vingança Judia".

9. Percebe-se, claramente, o amadurecimento do diretor. Não há violência gratuita, nem diálogo impensado, há por trás disso, alguém mais experiente e maduro. E ele tem consciência disso, tanto que no final ao marcar a suástica na testa do Hans Landa, o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) diz: "Acho que essa é minha obra prima." E eu concordo!

10. Foi o único que quando sai do cinema, eu disse: acabei de ver um clássico da sétima arte. E isso já é o suficiente!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)

Foto 1 - Gabourey Sidibe e Mo'Nique em Precious

Uma coisa que sempre digo, funciona muito bem para Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, nada nunca é tão ruim que não possa piorar. Isso pode muito bem resumir a história de Claireece Jones Precious (Gabourey Sidibe), 16/17 anos, negra, moradora do Harlem, analfabeta, obesa, mãe de duas crianças, tem uma série de complexos, dentre os quais, sonha ser branca, magra e com cabelos loiros e lisos, fora isso, possui uma relação destrutiva com a sua mãe, Mary (Mo'Nique). Após ser expulsa do colégio que cursava o ensino médio - vale ressaltar, que o colégio era do tipo, finge que te ensino e você finge que aprende - tem uma proposta para estudar em uma escola alternativa, Each One Teach One. E daí sua vida começa a se transformar, não necessariamente para melhor, mas pelo menos com maior autonomia.

Dois pontos precisam ser enfatizados na película: as atuações e o roteiro. As performances são sustentadas por duas atrizes principais, a Gabourey Sidibe e a Mo'Nique. A primeira é uma atriz principiante, de apenas 26 anos, que nem por isso deixa a desejar, muito pelo contrário. Convenhamos que interpretar uma garota com tantas adversidades como as que elenquei acima não é tarefa fácil. No entanto, a Sidibe consegue nos impressionar, e nos convence a cada olhar, a cada expressão. Além disso, as falas são das mais pesadas e realistas, que ao mesmo tempo nos choca e nos emociona. E ela com a maior maturidade e tranquilidade consegue transmitir muito bem cada faceta e cada momento da sua personagem, de fato, merece todas as indicações, e todo o reconhecimento que está tendo. Vamos ficar de olho nela!

Nesse mesmo sentido, Mo'nique interpreta a mãe da Sidibe, uma mulher que pouco se importa com a filha, que a faz de escrava, e que a maltrata tanto fisicamente, quanto psicologicamente. A única funcionalidade da filha e da neta, é que ambas estão cadastradas no programa de ajuda do Estado, o que faz que no final do mês ela receba uma determinada quantia de dinheiro. Os pontos altos da sua atuação são a discussão com a filha na escada, a discussão também com a filha quando esta volta do hospital com o novo filho, e já no final com a assistente social (
Mariah Carey). Em performances arrebatadoras, violentas e convincentes, Mo'Nique merece cada indicação e cada prêmio que tem recebido. Outra atriz que está bem, é a Paula Patton, ela faz a professora (Srta. Rain). De fato, ela não aparece muito por conta do seu papel, mas auxilia muito bem a Sidibe (Precious) nas cenas que fazem juntas.

Para acabar os comentários sobre as performances, é preciso falar da Mariah Carey e do Lenny Kravitz. Os dois não comprometem a qualidade final do filme, mas poderiam ser trocados por outros atores, até porque a Mariah Carey está com a mesma cara da primeira até a última vez que aparece, seja em um momento descontraído, ou em momentos de maior tensão. E o Kravitz está com uma expressão, o que estou fazendo aqui? Como pouco aparecem, não prejudicam o resultado final, até porque só a Sidibe e a Mo'Nique já valem a pena.

O segundo ponto é o roteiro adaptado de um romance de
Sapphire, escrito por Geoffrey Fletcher indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado. As falas são do início ao fim incrivelmente tocantes, não como os idealizadores de The Blind Side fizeram, de maneira maniqueista, onde uma rica branca ajuda um negro pobre. A forma como a trama transcorre é em cada momento, original, não pela história que não é novidade para ninguém, mas pela força dos diálogos e claro, a interpretação das atrizes.

O diretor Lee Daniels, em muito momentos, utiliza o recurso da “câmera na mão tremida”, para passar a impressão de que o espectador é testemunha do dia a dia de Precious. A história contada por Daniels não é original, como também as técnicas utilizadas no longa. No entanto, essa peça ganha vigor por causa das atuações marcantes das duas protagonistas, apoiadas em momentos e falas dramáticas de tirar o fôlego. Só isso, vale as quase duas horas de atenção, porque é o típico filme difícil de esquecer.

Para ver o site oficial do longa, clique aqui.
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Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (Preciosa - Uma História de Esperança), Estados Unidos - 2009. Dirigido por Lee Daniels. Com: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Paula Patton, Mariah Carey, Lenny Kravitz. 110 minutos. Gênero: Drama.
Nota: 9.5