segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Rápidos comentários sobre o Globo de Ouro 2011

Uma das coisas que mais gosto em entregas de prêmios é ver a história do Cinema falando conosco. Na noite deste domingo, tive a oportunidade de ver artistas como Al Pacino, Michael Douglas, Jane Fonda, e nomes sendo lembrados, como o da Bette Davis pelo Joseph Gordon-Levitt. O outro momento importante é a torcida pelos prediletos, nessa noite eram eles: Colin Firth, The Kids Are All Right, Julianne Moore e Toy Story 3.

E mantendo a tradição de homenagear grandes nomes da sétima arte, o Cecil B. DeMille Award é outro momento que sempre prende a minha atenção. Este prêmio é dado a todos aqueles que de alguma forma se notabilizaram no Cinema. Dentre os vencedores, pode-se citar: o próprio Cecil B. DeMille, um dos personagens mais bem sucedidos da indústria cinematográfica, Walt Disney, Darryl F. Zanuck, James Stewart, Joan Crawford, Frank Sinatra, Alfred Hitchcock, Samuel Goldwyn, Bette Davis, Elizabeth Taylor, Audrey Hepburn, Lauren Bacall, dentre outros, sendo o homenageado de 2010, Martin Scorsese, e o mais recente, Robert De Niro.

A verdade é que o Globo de Ouro há muito perdeu sua credibilidade. Qualquer pessoa minimamente informada sobre cinema sabe que eles indicam e premiam aqueles profissionais mais próximos da Associação, ou que lhes oferecem mais benesses (o sentido fica a critério de cada um). Por isso, é engraçado ver o Robert De Niro fazendo chacota do fato de que os jornalistas estrangeiros são mais fãs de cinema do que qualquer outra coisa. Mas de qualquer maneira, dá para se ter uma pequena noção do que veremos no Oscar 2011, no entanto, antes disso, vamos acompanhar o que acontece nas associações de classe, como o Screen Actors Guild e Directors Guild of America. No mais, a lista de ‘mortos, feridos e salvos ilesos’, pode ser acessada clicando aqui. Nela encontra-se não apenas os nomes dos vencedores em cada categoria, mas também o dos indicados.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amy Winehouse no Recife

E eis que o investimento arriscado se transformou em um bom show. Apesar de que, quem estava lá era ciente de que tudo podia acontecer na noite, inclusive nada! Eu estou falando do show da inglesa Amy Winehouse no Recife. Não sei se foi apenas uma impressão, mas senti que ela gostou do público, não sei ao certo, mas ela estava com um alto astral, e fez um show com quase 1:20 hs de duração. OK, é bem verdade que havia uma longas paradas entre uma música e outra, que a banda passou quase uns 10 minutos se apresentando, e que de vez em quando ela cantava numa língua indecifrável. Se todas essas arestas fossem aparadas, o show teria sido incrível e perfeito, mas talvez, não teria sido da Amy Winehouse. No set-list não estava uma das que eu queria ouvir – In My Bed – mas tantas outras foram cantadas – Just Friends, Back to Black, Tears Dry on Their Own, Rehab, Me and Mrs. Jones, Wake up alone, You know I'm no Good e Valerie. Em suma, foi um show com momentos de apreensão – tou falando das saídas inesperadas da cantora -, momentos para cantar e dançar e momentos de aplaudir muito. Sempre pode ser melhor, mas valeu a pena!

Para a produção ficam duas dicas:
1) Quem foi o gênio que pensou em colocar apenas dois telões, em um pavilhão com 12.000 pessoas? Quem estava no final não viu nada, apenas ouviu.
2) Que era o cinegrafista que fazia as imagens do show? Nas duas principais músicas da Janelle Monáe – Tightrope e Cold War -, as imagens do palco sumiram, e ficaram passando coisas que não interessavam a ninguém.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Phoenix - One Time Too Many (Acoustic)

Depois do show que vi do Phoenix em Belo Horizonte em novembro, é que eles não saem mais da minha cabeça mesmo. Apesar da letra triste, segue uma música deles que possui uma bela melodia.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

Segue um vídeo feito pelo Vinícius Pereira da SBBC que traz uma retrospectiva dos filmes que estrearam no ano de 2010 no Brasil, e que estarão na disputa pelo Blog de Ouro 2011.


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Velvet Goldmine (1998)


“Estávamos vivendo nossos sonhos”, isso é Velvet Goldmine, uma viagem onírica, um sonho curto, mas arrebatador. Em um filme periodizado na época do Glam Rock, Todd Haynes busca os conflitos dos astros e dos seus fãs. O mote para a história é a morte forjada por um dos ícones do Glam Rock - Brian Slade (interpretado por John Rhys-Meyers). Ao mesmo tempo, nos é apresentado Arthur Stuart (Christian Bale), nos anos 70, um jovem inglês que curtia o cenário musical, anos mais tarde, um jornalista que tenta desvendar o paradeiro de Slade.

Velvet Goldmine pode ser visto por vários ângulos, desde a ambientação do movimento numa Inglaterra ainda bastante puritana, ou através dos vieses da sexualidade, da fama e da busca de identidade. Para isso, Todd Haynes criou um universo decadente, de experimentação sexual, mergulhado em canções contagiantes, muita maquiagem e glitter. O espectador imerso em canções enérgicas e envolventes é apresentado a um trabalho de montagem admirável (James Lyons), assim como a uma bela fotografia (Maryse Alberti) e um guarda-roupa audaz (Sandy Powell). Velvet Goldmine coloca-se como uma obra excêntrica e precisa no que pretende.

Referências musicais como a T. Rex, David Bowie – qualquer semelhança com Ziggy Stardust, não é aleatória - e Iggy Pop não faltam, como também a Orson Welles. A partir daí nos é apresentada uma Londres que fervia nos anos de 1970 com muito glitter, sexo livre e rock’n’roll. Musical por definição, o longa conta com as atuações inspiradas de Ewan McGregor (como Curt Wild), Toni Collette (como Mandy Slade, a esposa de Brian Slade) e Christian Bale. Apesar de Velvet Goldmine não ser uma película que agrade a todos, ou livre de censura – ou seja, que todos possam assistir, é um filme inovador. Há nele uma excelente trilha sonora, ótimas atuações, visual e ambientação minimamente reconstituídos. Para quem curte ou quer conhecer um pouco do Glam Rock é uma boa pedida.
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Velvet Goldmine, Estados Unidos/Reino Unido - 1998. Dirigido por Todd Haynes. Com: Ewan McGregor, Christian Bale, Toni Collette, John Rhys-Meyers. 124 min. Gênero: Drama, Musical.

Nota: 8,0