Recentemente ouvi alguém falar da desorganização sonora do samba quando comparado ao tango. Provavelmente essa pessoa nunca ouviu falar dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Neste trabalho, temos os mais diversos elementos da sonoridade africana, de atabaques e afoxés até agogôs. Para muitos, as composições deste álbum são divisoras de água da MPB. Numa dessas, eis que aporta aqui no Recife, o show de lançamento do álbum afrosambajazz, que é justamente uma releitura dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius. Mario Adnet e Philippe Baden, acompanhados por uma ótima banda proporcionaram um verdadeiro espetáculo nesta noite de quinta-feira (22/07). A apresentação contou ainda com a belíssima participação especial da Mônica Salmaso. Esta que interpretou soberbamente canções como Canto de Yemanjá e Suite Yansan. O primeiro disco onde havia a influência africana foi combinada aos saxofones, pianos, trombones, bateria e arranjos de sanfona, isso tudo construindo uma harmonia musical, não apenas rica, como singular. Ouvi as conhecidas e clássicas Canto de Ossanha, Berimbau, Canto de Xangô, Lamento de Exu, apenas para citar algumas, e outras pouco conhecidas do repertório do Powell, como Sermão e Alodê. Não deixem de procurar mais informações sobre estes excelentes trabalhos, e se por acaso eles tiverem de show agendado nas suas cidades, não deixem de conferir.
Apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, torcedor do Sport Club do Recife (o qual julgo ser o maior e mais apaixonante de todos), Cientista Social, Mestre em Ciência Política e, atualmente, doutorando em Ciência Política.
Apreciador da sétima arte, e admirador, em particular, da Bette Davis, da Elizabeth Taylor, da Meryl Streep e da Greta Garbo, não necessariamente nesta ordem. Para mim, a Baby Jane Hudson é uma injustiçada, a Elizabeth Taylor sempre será uma "Gata em teto de zinco quente", ficaria a sós com a Greta Garbo o tempo que ela quisesse e tudo o que a Meryl Streep faz é sensacional. Inclusive, Mamma Mia!
I wish my life was a non-stop Hollywood movie show, A fantasy world of celluloid villains and heroes, Because celluloid heroes never feel any pain, And celluloid heroes never really die.