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sábado, 4 de janeiro de 2014

Gravity (2013)

Foto 1 - Sandra Bullock em Gravidade

Ryan Stone (Sandra Bullock) é a estrela do filme Gravidade. Ela interpreta uma astronauta que juntamente com Matt Kowalsky (George Clooney) trabalham no conserto do telescópio Hubble. Tudo vai bem, até que estilhaços de um equipamento russo passam a colidir com outros objetos e a causar uma série de estragos, explosões e mortes. Daí em diante, o longa centra-se na tentativa de sobrevivência da Dra. Ryan.

Não vi a trama em 3D, nem em IMAX e, provavelmente, com estes recursos deve-se ter sensações diferentes daquelas que experimentei. Não sou um técnico, mas sem dúvida, a película deve ter trazido novas tecnologias de captação de imagens, efeitos especiais e tem uma excelente fotografia, não há como negar isso. No entanto, a técnica em si nunca me encheu os olhos – basta ler a minha crítica sobre Avatar.

Se por um lado, meu conhecimento é rasteiro no aspecto da técnica, por outro, sei apreciar bem um bom argumento, trama e diálogos. E nesse campo, o filme deixa, e muito, a desejar. O filme Gravidade é tão raso que só consigo escrever um parágrafo de cinco linhas sobre seu enredo. E, diga-se de passagem, apenas de forma descritiva, visto que ele não possui um propósito ou questão. Na minha inocência, pensei que ele trouxesse algum mote à la Solaris ou 2001, ledo sonho e engano. Mas mesmo raso nesse sentido, ele ainda poderia ser um bom suspense, mas nem isso. Situações esperadas são as únicas coisas que os roteiristas conseguem nos entregar.

Para mim, é um filme demasiadamente valorizado. Sandra Bullock – que provavelmente será indicada ao Oscar de Melhor Atriz, não sei como – tem apenas uma expressão facial o filme todo, a de desespero, que inclusive lembra muito a ‘emoção’ transmitida pela Leigh Anne Touhy de Um Sonho Possível. Em suma, a contar o burburinho positivo de várias pessoas, os deuses devem estar realmente loucos. Que filme algum se preocupe com essa gravidade que não atrai nada.
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Gravity (Gravidade), Estados Unidos, 2013. Dirigido por Alfonso Cuarón. Com: Sandra Bullock e George Clooney. 90 minutos. Gênero: Drama, Ficção Científica, Suspense. 
Nota: 6.0

domingo, 11 de setembro de 2011

Good Night, and Good Luck. (2005)

Foto 1 - David Strathairn como Edward R. Murrow

Essa semana, após uma aula de apresentação da disciplina, o professor que falava das variações institucionais entre vários países pelo mundo, resolveu falar sobre os cargos mais importantes dos Estados Unidos. Ele citou, em ordem de importância, o Presidente da República, o Presidente da House of Representatives, e em seguida, os Presidentes das Comissões Permanentes (Committee) da House of Representatives. Em seguida, ele olha para mim, aponta para mim, e pergunta: Qual a primeira coisa que vem na sua mente, quando alguém lhe fala sobre o Macartismo? Após um breve delay, e dele reafirmar, que estava falando comigo, e eu responder que sabia disso, eu disse: ‘a política de caça aos comunistas nos E.U.A.’.

Esse fato fez um amigo perguntar-me se eu já tinha visto um filme, recente, que tinha essa temática, e eu disse que não. No momento, ele não se lembrou do nome, apenas um pouco depois, quando já conversávamos com uma amiga. Eis que o filme era o ‘Good Night, and Good Luck.’. Uma opinião precipitada, principalmente, advinda de pessoas simpatizantes de filmes com muitos efeitos especiais e uma carga insuportável de ação, logo pensaria: Que filme chato, monótono e, além disso, em preto e branco! No entanto, eu diria que essa é uma definição impensada e simplista de um longa que se sustenta pelo seu roteiro, e nos seus diálogos rápidos (às vezes até demais) e interessantes.

É muito bem explorada na película a histeria anticomunista que tomava conta dos Estados Unidos no pós-2ª guerra mundial. Em muitos casos, como fica evidenciado, as acusações eram feitas sem nem mesmo haver provas definitivas do envolvimento de cidadãos americanos com Moscou. No filme, essa paranóia fica resumida na sua figura mais candente – a do senador Joseph McCarthy. Ao se considerar um cidadão traidor, já que o possível ato era considerado antipatriótico – as pessoas eram submetidas à inquéritos, e tinham suas vidas devassadas. Além disso, muitos eram levados ao exílio, condenados à pena de morte, à miséria ou ao suicídio (como se mostra no filme).

Com um elenco que conta com atores/atrizes interessantes, o destaque vai mesmo para o David Strathairn que interpreta muito bem o jornalista Edward R. Murrow. Ele que foi um ferrenho opositor das táticas empregadas pelo Senador que estimulava a delação, e o desrespeito às liberdades constitucionais dos indivíduos. Após uma série de críticas, e a indignação da população americana (que demorou muito), McCarthy teve seus últimos dias no ostracismo, e representava uma vergonha para a opinião pública do país. Ele é um exemplo, do que a manipulação de mentes pode ocasionar, mesmo em um Estado, onde os indivíduos se orgulhavam dos seus direitos políticos e civis idealizados como invioláveis e sacros.
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Good Night, and Good Luck. (Boa Noite, e Boa Sorte.), Estados Unidos, 2005. Dirigido por George Clooney. Com: David Strathairn, George Clooney, Robert Downey Jr., Patricia Clarkson, Frank Langella, Jeff Daniels, Thomas McCarthy. 93 minutos. Gênero: Drama/Histórico.

Nota: 9.0

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Amor sem Escalas (2009)

Foto 1 - Ryan Bingham (Clooney) e Alex Goran (Farmiga)

Posso dizer que Amor sem Escalas é um dos melhores filmes do gênero comédia-romantica, isso se eu puder rotulá-lo assim, que assisti nos últimos tempos. Ele possui um roteiro enxuto, inteligente, e que enterte do início ao fim, e isso se deve aos seus roteiristas, Jason Reitman e Sheldon Turner. Por isso, acredito que receber o Globo de Ouro de melhor roteiro foi bem merecido. Além disso, os atores estão muito bem, com destaque para o George Clooney e a Vera Farmiga. O roteiro gira em torno de Ryan Bingham (Clooney), um cara que possui uma rotina de viagens, onde estar em casa é o estranho. Essa é uma das razões para não manter relacionamentos estáveis com ninguém, nem mesmo com a sua família. No entanto, esse bon vivant vê seu padrão de vida em perigo, com a chegada da Natalie Keener (Anna Kendrick), uma garota de 23 anos, recém formada na Universidade de Cornell. O dilema que surge é entre o conhecimento prático e o acadêmico. Ryan Bingham, além de manter seu estilo de vida, mostra aquilo que aprendeu durante anos de vivência, no dia-a-dia. Já Natalie Keener, iniciante no ramo e muito jovem, parecendo ser imatura em muitos momentos, mostra um conhecimento que as teorias e os livros ensinam. Este é o cenário para o desenvolvimento de uma trama distinta das que costumamos ver, por isso, não vou adiantar mais nada no post. Devo apenas comentar a trilha sonora da película, que se diga de passagem, é excelente, ela varia do country ao soul, envolvendo totalmente o espectador. Amor sem Escalas é daqueles filmes que você fica com vontade imediata de sentar e escrever sobre. É um longa que cumpre com as promessas, e as desenvolve de forma brilhante do início ao fim, é bem escrito, atual e bem acabado, por isso, perfeito! Vale a pena conferir.
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Up in the Air (Amor sem Escalas), Estados Unidos - 2009. Dirigido por Jason Reitman. Com: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, J.K. Simmons. 109 minutos. Gênero: Comédia, Romance, Drama.
Nota: 9.5