Recentemente ouvi alguém falar da desorganização sonora do samba quando comparado ao tango. Provavelmente essa pessoa nunca ouviu falar dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Neste trabalho, temos os mais diversos elementos da sonoridade africana, de atabaques e afoxés até agogôs. Para muitos, as composições deste álbum são divisoras de água da MPB. Numa dessas, eis que aporta aqui no Recife, o show de lançamento do álbum afrosambajazz, que é justamente uma releitura dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius. Mario Adnet e Philippe Baden, acompanhados por uma ótima banda proporcionaram um verdadeiro espetáculo nesta noite de quinta-feira (22/07). A apresentação contou ainda com a belíssima participação especial da Mônica Salmaso. Esta que interpretou soberbamente canções como Canto de Yemanjá e Suite Yansan. O primeiro disco onde havia a influência africana foi combinada aos saxofones, pianos, trombones, bateria e arranjos de sanfona, isso tudo construindo uma harmonia musical, não apenas rica, como singular. Ouvi as conhecidas e clássicas Canto de Ossanha, Berimbau, Canto de Xangô, Lamento de Exu, apenas para citar algumas, e outras pouco conhecidas do repertório do Powell, como Sermão e Alodê. Não deixem de procurar mais informações sobre estes excelentes trabalhos, e se por acaso eles tiverem de show agendado nas suas cidades, não deixem de conferir.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Afrosambajazz
Recentemente ouvi alguém falar da desorganização sonora do samba quando comparado ao tango. Provavelmente essa pessoa nunca ouviu falar dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius de Moraes. Neste trabalho, temos os mais diversos elementos da sonoridade africana, de atabaques e afoxés até agogôs. Para muitos, as composições deste álbum são divisoras de água da MPB. Numa dessas, eis que aporta aqui no Recife, o show de lançamento do álbum afrosambajazz, que é justamente uma releitura dos afrosambas de Baden Powell e Vinícius. Mario Adnet e Philippe Baden, acompanhados por uma ótima banda proporcionaram um verdadeiro espetáculo nesta noite de quinta-feira (22/07). A apresentação contou ainda com a belíssima participação especial da Mônica Salmaso. Esta que interpretou soberbamente canções como Canto de Yemanjá e Suite Yansan. O primeiro disco onde havia a influência africana foi combinada aos saxofones, pianos, trombones, bateria e arranjos de sanfona, isso tudo construindo uma harmonia musical, não apenas rica, como singular. Ouvi as conhecidas e clássicas Canto de Ossanha, Berimbau, Canto de Xangô, Lamento de Exu, apenas para citar algumas, e outras pouco conhecidas do repertório do Powell, como Sermão e Alodê. Não deixem de procurar mais informações sobre estes excelentes trabalhos, e se por acaso eles tiverem de show agendado nas suas cidades, não deixem de conferir.quinta-feira, 25 de março de 2010
Sei lá Mangueira
"Sei lá Mangueira" é o nome da canção que Paulinho da Viola junto com Hermínio Bello de Carvalho fizeram homenageando a Estação Primeira de Mangueira. Ela também foi responsável por deixar os componentes da Portela enciumados e mote para tempos depois, o mesmo Paulinho da Viola compor "Foi um rio que passou em minha vida", música que conta como ele se apaixonou e se tornou portelense. Essa música lançada no carnaval de 1970, antes da entrada da Portela na passarela do samba, foi um dos momentos mais emocionantes para ele. Por conta do precário sistema de som daquele tempo, em determinado momento, o som desapareceu, mas a música já tinha caido no gosto do povo. Então, como em ondas, cada vez mais, todos a cantavam na avenida, e isso se tornou um fato inesquecível para um dos grandes poetas da Portela. Abaixo, veja os vídeos das duas canções citadas nesse texto.
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Se eu for falar da Portela...
Como diria o Monarco da Portela na música "Passado de Glória": "Se for falar da Portela, hoje não vou terminar". Por isso, vou me restringir a colocar um vídeo da belíssima canção "Quantas Lágrimas" de um dos maiores compositores portelenses, Manacéia. Abaixo, além de ver a Velha Guarda da Portela, também vemos o Paulinho da Viola, e o próprio Manacéia.
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