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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alguns dos mais badalados do ano

Sem muito tempo, nem juízo, afinal de contas, há muito já é carnaval aqui em Recife. Mas para não perder o ritmo, vou colocar um ensaio legal que vi na Vanity Fair. Ponho algumas fotos a seguir, no link pode-se ver todo o ensaio, e os créditos das imagens.

Foto 1 - Kathryn Bigelow com Jeremy Renner. Um filme juntos: The Hurt Locker (2008).

Foto 2 - Lee Daniels com Mo’Nique e Gabourey Sidibe. Um filme juntos: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009).

Foto 3 - Pedro Almodóvar com Penelópe Cruz. Quatro filme juntos: Carne Trémula (1997), Tudo sobre minha mãe (1999), Volver (2006), e Los Abrazos Partidos (2009).

Foto 4 - Nora Ephron com Meryl Streep. Três filmes juntas: Silkwood (1983) e Heartburn (1986) com Ephron como escritora, e Julie & Julia (2009) com Ephron como escritora-diretora.

Foto 5 - Tom Ford com Colin Firth e Julianne Moore. Um filme juntos: A Single Man (2009).

Foto 6 - Quentin Tarantino com Christoph Waltz. Um filme juntos: Bastardos Inglórios (2009). A melhor foto de todas!

Você pode ver o making-off das fotos no vídeo a seguir:


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dirimindo dúvidas

Enquanto para muitos, a disputa para se decidir o melhor filme do ano de 2009 está entre Guerra ao Terror e Avatar, inclusive no Oscar 2010, para mim, a batalha de titãs acontece entre Bastardos Inglórios e Guerra ao Terror. Ao assistir a película dirigida pela Kathryn Bigelow, surgiu uma dúvida, quem é o melhor, Bastardos Inglórios ou Guerra ao Terror? Inclusive, em postagem publicada em 26 de janeiro de 2010, escrevia:

Nota pessoal:

Desde outubro do ano passado, quando vi Bastardos Inglórios, que para mim, ele era o favorito em qualquer premiação. No entanto, depois de ver Guerra ao Terror, entrei em conflito com as minhas preferências. No momento, eu já não sei quem indicaria como melhor do ano, essa que é uma dúvida saudável, me levará a ver o longa do Tarantino novamente, a fim de sanar esse problema com minha escolha.

Desde já, informo que minha dúvida desapareceu, e que o longa do Tarantino venceu essa guerra de titãs, e dez foram os motivos para isso.

1. Bastardos Inglórios é um filme feito para cinéfilo, para quem gosta do melhor do cinema. A cada momento respira-se cinema, desde o palco do desfecho final do longa, até as citações ao cinema alemão.

2. Tem um elenco incrível, com poucas estrelas, mas que cumprem muito bem os seus papéis.

3. Só nele eu vejo a Shosanna (Mélanie Laurent) se vestindo de vermelho, pronta para matar ao som de Cat People (Putting out Fire) do David Bowie. Sensacional!

4. Só nele, eu também vejo o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) dando uma gargalhada da desculpa da Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) para o gesso na perna, e depois, ele retirando meticulosamente a sandália dela. Fora o cinismo, a ironia e o sarcasmo do Coronel da SS. Imperdível!

5. Os diálogos inteligentes e o roteiro original fazem com que a trama flua por mais de duas horas e meia, sem que o espectador se canse.

6. As partes em que o filme é dividido se encaixam perfeitamente, dando a película,
coerência artística, coesão narrativa e beleza estética.

7. Há uma subversão histórica. Tarantino brinca com a história oficial, incluindo a operação Kino, que tem o objetivo de matar todos os comandantes do alto escalão nazista, inclusive, o próprio Hitler. E ele consegue fazer isso...

8. Só em Bastardos Inglórios há uma "Vingança Judia".

9. Percebe-se, claramente, o amadurecimento do diretor. Não há violência gratuita, nem diálogo impensado, há por trás disso, alguém mais experiente e maduro. E ele tem consciência disso, tanto que no final ao marcar a suástica na testa do Hans Landa, o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) diz: "Acho que essa é minha obra prima." E eu concordo!

10. Foi o único que quando sai do cinema, eu disse: acabei de ver um clássico da sétima arte. E isso já é o suficiente!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Os vencedores do "The Actor" 2010

Na noite deste sábado, aconteceu o 16º Screen Actors Guild Awards, e a única "surpresa", que na verdade não é surpresa, foi a vitória da Sandra Bullock. Que, à propósito, pelo número de prêmios que tem recebido, nesse ano, deverá ser a próxima vencedora do Oscar, claro, que contra a minha vontade. Esse ano está me lembrando muito o Oscar de 1999 que culminou com a vitória da Gwyneth Paltrow frente à Emily Watson, à Fernanda Montenegro, à Cate Blanchett e à Meryl Streep. Nesse ano, minha torcida continua para a Meryl Streep, mas o lobby que estão fazendo para a Bullock está difícil de ser batido.

Outra observação que faço, e essa positiva, foi a vitória de Bastardos Inglórios, que como dizia em um post anterior, vencer o SAG 2010 seria a oportunidade de não passar em branco no ano. Até porque, levar o Oscar de Avatar está muito difícil, apenas ressaltando que se pudesse, não votaria no longa do Cameron, e daria a vitória na categoria de melhor filme a Bastardos Inglórios. E não tenho mais o que dizer, todas as outras categorias que premiam o cinema foram bem selecionadas, e as vitórias foram justas. Apenas lembrando a noite:

Melhor Ator: Jeff Bridges por Crazy Heart

Melhor Atriz: Sandra Bullock por The Blind Side

Melhor Ator Coadjuvante: Christoph Waltz por Inglourious Basterds

Melhor Atriz Coadjuvante: Mo'nique por Precious: Based on the Novel "Push" by Sapphire

Melhor Elenco: Inglourious Basterds

Para ver os vencedores nas categorias que premiam as séries ou filmes de TV, clique aqui.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Bastardos Inglórios (2009), a História do Cinema sendo escrita

Foto 1 - Tarantino e parte do elenco de Bastardos Inglórios (2009)

Hoje, eu vi a minha segunda boa surpresa do ano no campo do Cinema. Sem dúvida, a mais recente obra do Tarantino é um dos melhores filmes lançados em 2009. Uma coisa: Quem se importa se a trama segue ou não os manuais de História? Particularmente, não faço a mínima questão, se estivesse a fim de "veracidade" pegaria o velho livro do Eric Hobsbawm para ler. Entretanto, fui ao cinema sabendo que entraria mais uma vez em um mundo particular, onde figuram, Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill, dentre outros.

Saí do cinema pensando como foi em 1950 o lançamento do filme All About Eve e como era o Recife daquela época. Ou como reagiu o público ao ver A Clockwork Orange em 1971, Taxi Driver em 1976, ou Apocalipse Now em 1979, apenas para citar alguns expoentes da sétima arte. Após essa viagem, volto, e observo o trânsito da cidade às 20 horas da noite. E concluo, que apesar de tudo, prefiro viver nos dias atuais. Entretanto, a inquietação permanece, como as pessoas reagiram a atuação de Bette Davis em uma de suas melhores apresentações? Qual a reação dos espectadores diante do comportamento desviante da gang de Kubrick? Ou ainda, teria sido na estreia inesquecíveis a atuação de Robert De Niro, a trilha sonora de Bernard Herrmann e a direção de Scorsese? Como reagiu a crítica ao épico de Coppola e sua trilha sonora de primeira grandeza? Provavelmente nunca saberei, mas hoje, acredito ter visto o surgimento de um novo clássico da sétima arte à moda de Quentin Tarantino, é claro!

Diálogos inteligentes e atuações marcantes são os pontos fortes do longa. Cinismo, medo e vingança são as palavras-chave das interpretações, destaco, o Brad Pitt como o Tenente Aldo Raine e o Christoph Waltz como o Coronel Hans Landa, que sendo sincero, eu não conhecia. Mesmo sendo um filme onde a violência está presente e a morte é recorrente, ele nos faz sorrir. É isso mesmo, o grotesco ou as distorções que se distanciam da normalidade estão sempre suscetíveis ao cômico. O longa contém um humor negro e refinado que soa mais à ironia que ao deboche. Hitler e seus fantoches do primeiro escalão, como Joseph Goebbels, são tratados como pessoas mimadas e afetadas. A película de fato tem o propósito de por o dedo na ferida (quem viu Bastardos Inglórios sabe do que estou falando), sem falar da cena final, o ápice. Onde realmente é mostrado quem são os verdadeiros ratos correndo contra a morte em um porão.

Considero até o momento o melhor filme da temporada, inclusive, com as melhores atuações, tanto melhor ator (Brad Pitt), como melhor ator coadjuvante (Christoph Waltz), principalmente. Sem falar na originalidade do roteiro, teremos boas notícias no Oscar 2010, eu espero. Tarantino fez algo irretocável, onde o espectador consegue absorver o enredo, e não acha estranha as paradas para explicar a vida pregressa de determinados personagens, ou as setas que indicam alguém que merece ser destacado. O argumento é desenvolvido brilhantemente e mesmo o aparecimento repentino de novos personagens na trama não o tornam desfocado ou cansativo, seus pontos fortes são a coerência artística, a coesão narrativa e a beleza estética. As peças do seu quebra-cabeça se encaixam perfeitamente no que se refere à lógica cinematográfica.

De fato, é um diretor e roteirista mais consciente das ferramentas cinematográficas que possui. Não é novidade para ninguém a forma como ele costuma dividir suas películas, ou as interrupções que faz para explicar coisas, ou ainda, o tom sarcástico dos seus diálogos e o surgimento de personagens "quase que do nada", entretanto, tudo isso imprime sua marca no filme, mas tudo é feito com sutileza e sem excessos. Não há violência gratuita, nem diálogo impensado, sabemos que por trás disso há alguém mais experiente e maduro. Tudo isso significa que por mais paradoxal que possa ser, o longa do Tarantino, ao mesmo tempo que subverte a História ao seu bel-prazer em Bastardos Inglórios, faz História nas páginas douradas da sétima arte.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

"Abraços Inglórios"

Pedro Almodóvar e Penelópe Cruz estão juntos divulgando o novo filme do diretor espanhol, estrelado pela melhor atriz coadjuvante de 2009, segundo o prêmio Oscar. "Abraços partidos" estreou domingo (11) no Festival de Cinema de Nova York. Na oportunidade, Almodóvar falou do seu projeto para um novo filme. Ele disse que já visitou algumas locações para o novo longa, mas que "ainda é muito cedo para falar sobre isso". "No ano que vem poderei dar mais detalhes", assegurou. Além disso, disse que Los Abrazos Rotos foi bem recebido pela crítica em Cannes e em Toronto. Entretanto, o diretor considera essa película mais complexa e menos acessível que Volver, por ex.. O filme deve estar estreando no final de novembro, aqui pelo Brasil. Abaixo pode-se ver o trailer.


Outra boa pedida, esse já acessível, é o novo longa do Quentin Tarantino. O nome, Bastardos Inglórios, dele, já ouvi duas boas recomendações de dois colegas. Essa semana devo estar indo vê-lo. O trailer já é bastante intrigante, você pode vê-lo logo abaixo. E clicando aqui, você pode ler uma entrevista com o diretor. Ele disse, "Uau! Esse cara é muito lindo!", referindo-se ao Brad Pitt.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Boas cenas, belas músicas

Normalmente, eu costumo escrever essa coluna nos dias de terça-feira, entretanto, ontem foi um dia bastante corrido, e por isso, não deu para fazer antes. Mas vamos ao que importa. Essa é a terceira postagem da série, como disse no primeiro post desse blog, antes de ter meu próprio espaço para expôr minhas idéias, escrevia no mão no teto e chão no pé, e lá, é possível encontrar os outros dois textos desta série, para vê-los, clique nos links a seguir (parte I, parte II).

A cena do filme a seguir pertence a Quentin Tarantino e ao filme - "Pulp Fiction - Tempo de violência". Esta foi a película que alavancou a carreira do diretor, e ressucitou, a de John Travolta e deu um novo impulso na de Samuel L. Jackson e Uma Thurman. Além disso, o filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original em 1995. O interresante nesse longa é como o diretor compõe o enredo. Pelo fato de não levar em consideração a ordem cronológica a risca, faz com que todos os atores e atrizes sejam protagonistas.

Na cena a seguir, vemos um monólogo de John Travolta sobre a questão moral de dar em cima ou não da mulher do chefe, enquanto, que Uma Thurman canta a bela música, "Girl, You'll Be a Woman Soon" de Neil Diamond e interpretada pela banda estadunidense Urge Overkill. Após uma noite drogando-se, Mia, interpretado por Uma Thurman, continua sua saga e não satisfeita utiliza novamente drogas e o fim disso tudo é possível ver no vídeo abaixo.



A primeira tomada já é muito boa, simples, mas boa. Só o ato dela apertar o play já dá uma bela fotografia de cinema. Depois disso, ela canta, dança e interpreta a música, passando de um lado para o outro de uma coluna, o que também é uma solução bem simples, mas também bem bela. Com um som legal e que entrou para história, essa é uma cena inesquecível por não possuir excessos de efeitos especiais, está tudo dentro dos limites. Por tudo isso, essa é a nossa terceira "Boa cena, bela música" da série.