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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Amy Winehouse no Recife

E eis que o investimento arriscado se transformou em um bom show. Apesar de que, quem estava lá era ciente de que tudo podia acontecer na noite, inclusive nada! Eu estou falando do show da inglesa Amy Winehouse no Recife. Não sei se foi apenas uma impressão, mas senti que ela gostou do público, não sei ao certo, mas ela estava com um alto astral, e fez um show com quase 1:20 hs de duração. OK, é bem verdade que havia uma longas paradas entre uma música e outra, que a banda passou quase uns 10 minutos se apresentando, e que de vez em quando ela cantava numa língua indecifrável. Se todas essas arestas fossem aparadas, o show teria sido incrível e perfeito, mas talvez, não teria sido da Amy Winehouse. No set-list não estava uma das que eu queria ouvir – In My Bed – mas tantas outras foram cantadas – Just Friends, Back to Black, Tears Dry on Their Own, Rehab, Me and Mrs. Jones, Wake up alone, You know I'm no Good e Valerie. Em suma, foi um show com momentos de apreensão – tou falando das saídas inesperadas da cantora -, momentos para cantar e dançar e momentos de aplaudir muito. Sempre pode ser melhor, mas valeu a pena!

Para a produção ficam duas dicas:
1) Quem foi o gênio que pensou em colocar apenas dois telões, em um pavilhão com 12.000 pessoas? Quem estava no final não viu nada, apenas ouviu.
2) Que era o cinegrafista que fazia as imagens do show? Nas duas principais músicas da Janelle Monáe – Tightrope e Cold War -, as imagens do palco sumiram, e ficaram passando coisas que não interessavam a ninguém.