Mostrando postagens com marcador Kathryn Bigelow. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kathryn Bigelow. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de março de 2010

Comentando alguns dos vencedores do Academy Awards 2010

Foto 1 - Kathryn Bigelow com seus dois Oscars, um como melhor diretora, e outro pelo melhor filme do ano

Primeiro, vou falar da minha única surpresa, ela aconteceu na premiação de Preciosa: Uma História de Esperança na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. Aqui, eu previa a vitória de Amor sem Escalas de olhos fechados, não só prevendo o que possivelmente ocorreria, mas por convicção pessoal.

Nas outras categorias principais, não tivemos nenhuma surpresa, pelo menos, não aconteceu nenhuma zebra.

Como Melhor Ator, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante, venceram os esperados que também eram as minhas apostas, e aqueles que achava justo que vencessem. Como Melhor Atriz, levou a Sandra Bullock, o que não foi surpresa para mim, já que ela foi a minha aposta, no entanto, não foi a minha escolha, qualquer outra teria mais consistência artistica para ganhar. Meu voto "ideológico", digamos assim, era para a Meryl Streep.

Na categoria de Melhor Roteiro Original, utopicamente, esperava que os acadêmicos reconhecessem, já que não como melhor filme, ou diretor, Bastardos Inglórios como possuindo o melhor enredo do ano, mas... O vitorioso foi Guerra ao Terror que, de fato, teria sido uma escolha mais sensata nas minhas previsões. Confesso que aqui houve uma precipitação na minha escolha.

Mas o melhor da noite ainda estava para acontecer. Como disse o Steven Martin no final da premiação, que o show tinha sido tão longo que Avatar parecia ocupar um lugar no passado. Ele chegou a essa conclusão, após as sucessivas vitórias de Guerra ao Terror, durante a noite, mas principalmente, nas categorias de Melhor Direção, e logo após, Melhor Filme. O filme do Cameron que aparentava ser o bicho papão da 82ª edição do Oscar, não passou de motivo para gozação, todos sempre tinham uma piada que envolvia os Na'vis outrora tão assustadores. A verdade é que depois do anuncio da Barbra Streisand, dizendo que finalmente tinha chegado o momento, já sabiamos da vitória da Kathryn Bigelow, e posteriormente, do seu filme, Guerra ao Terror (esse fato vale um outro post depois, sobre o que a Academia pode ter sinalizado com essa escolha).

Analisando os vencedores, e principalmente, o triunfo de Guerra ao Terror, o Oscar desse ano, foi bastante satisfatório para mim. Agora, alguém pode me dizer por que Avatar levou Melhor Fotografia?

Respirando aliviado...

Esse post é apenas para deixar expressa a minha satisfação com as escolhas dos eleitores do Academy Awards 2010. Principalmente, naquilo que se refere ao burburinho que havia entre Guerra ao Terror e Avatar, e a forma como foi concluida essa disputa.

Para ver os vencedores da noite, clique aqui.

Mais tarde, escrevo um post sobre as minhas impressões da premiação.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Alguns dos mais badalados do ano

Sem muito tempo, nem juízo, afinal de contas, há muito já é carnaval aqui em Recife. Mas para não perder o ritmo, vou colocar um ensaio legal que vi na Vanity Fair. Ponho algumas fotos a seguir, no link pode-se ver todo o ensaio, e os créditos das imagens.

Foto 1 - Kathryn Bigelow com Jeremy Renner. Um filme juntos: The Hurt Locker (2008).

Foto 2 - Lee Daniels com Mo’Nique e Gabourey Sidibe. Um filme juntos: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009).

Foto 3 - Pedro Almodóvar com Penelópe Cruz. Quatro filme juntos: Carne Trémula (1997), Tudo sobre minha mãe (1999), Volver (2006), e Los Abrazos Partidos (2009).

Foto 4 - Nora Ephron com Meryl Streep. Três filmes juntas: Silkwood (1983) e Heartburn (1986) com Ephron como escritora, e Julie & Julia (2009) com Ephron como escritora-diretora.

Foto 5 - Tom Ford com Colin Firth e Julianne Moore. Um filme juntos: A Single Man (2009).

Foto 6 - Quentin Tarantino com Christoph Waltz. Um filme juntos: Bastardos Inglórios (2009). A melhor foto de todas!

Você pode ver o making-off das fotos no vídeo a seguir:


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Dirimindo dúvidas

Enquanto para muitos, a disputa para se decidir o melhor filme do ano de 2009 está entre Guerra ao Terror e Avatar, inclusive no Oscar 2010, para mim, a batalha de titãs acontece entre Bastardos Inglórios e Guerra ao Terror. Ao assistir a película dirigida pela Kathryn Bigelow, surgiu uma dúvida, quem é o melhor, Bastardos Inglórios ou Guerra ao Terror? Inclusive, em postagem publicada em 26 de janeiro de 2010, escrevia:

Nota pessoal:

Desde outubro do ano passado, quando vi Bastardos Inglórios, que para mim, ele era o favorito em qualquer premiação. No entanto, depois de ver Guerra ao Terror, entrei em conflito com as minhas preferências. No momento, eu já não sei quem indicaria como melhor do ano, essa que é uma dúvida saudável, me levará a ver o longa do Tarantino novamente, a fim de sanar esse problema com minha escolha.

Desde já, informo que minha dúvida desapareceu, e que o longa do Tarantino venceu essa guerra de titãs, e dez foram os motivos para isso.

1. Bastardos Inglórios é um filme feito para cinéfilo, para quem gosta do melhor do cinema. A cada momento respira-se cinema, desde o palco do desfecho final do longa, até as citações ao cinema alemão.

2. Tem um elenco incrível, com poucas estrelas, mas que cumprem muito bem os seus papéis.

3. Só nele eu vejo a Shosanna (Mélanie Laurent) se vestindo de vermelho, pronta para matar ao som de Cat People (Putting out Fire) do David Bowie. Sensacional!

4. Só nele, eu também vejo o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz) dando uma gargalhada da desculpa da Bridget von Hammersmark (Diane Kruger) para o gesso na perna, e depois, ele retirando meticulosamente a sandália dela. Fora o cinismo, a ironia e o sarcasmo do Coronel da SS. Imperdível!

5. Os diálogos inteligentes e o roteiro original fazem com que a trama flua por mais de duas horas e meia, sem que o espectador se canse.

6. As partes em que o filme é dividido se encaixam perfeitamente, dando a película,
coerência artística, coesão narrativa e beleza estética.

7. Há uma subversão histórica. Tarantino brinca com a história oficial, incluindo a operação Kino, que tem o objetivo de matar todos os comandantes do alto escalão nazista, inclusive, o próprio Hitler. E ele consegue fazer isso...

8. Só em Bastardos Inglórios há uma "Vingança Judia".

9. Percebe-se, claramente, o amadurecimento do diretor. Não há violência gratuita, nem diálogo impensado, há por trás disso, alguém mais experiente e maduro. E ele tem consciência disso, tanto que no final ao marcar a suástica na testa do Hans Landa, o Tenente Aldo Raine (Brad Pitt) diz: "Acho que essa é minha obra prima." E eu concordo!

10. Foi o único que quando sai do cinema, eu disse: acabei de ver um clássico da sétima arte. E isso já é o suficiente!

domingo, 31 de janeiro de 2010

E A vencedorA do DGA awards foi...

Kathryn Bigelow. É isso mesmo, esse é o nome da vencedora do prêmio concedido pela Directors Guild of America - DGA (Associação de Diretores Americanos). Qual a relevância disso? Além de ser a primeira mulher vencedora nos 62 anos do prêmio, para quem está por dentro do mundo das premiações que antecedem o Academy Awards, sabe que o DGA Awards é um bom termômetro para saber os possíveis indicados ao Oscar de direção, e o possível vencedor da estatueta mais cobiçada do Cinema na categoria. E outra coisa importante, ainda nestes 62 anos, apenas seis vezes a escolha da DGA não foi repetida nos Oscars.

Paira no ar o seguinte, Bigelow leva Melhor Direção? E melhor filme? Normalmente, quem ganha melhor diretor leva melhor filme. Mas como fica Avatar e James Cameron nessa história?

Para ver o resultado no site oficial, e os outros vencedores, em outras categorias, clique aqui.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Guerra ao Terror (2008)

Foto 1 - Cena memorável de Guerra ao Terror

No final de 2002, Saddam Hussein concordou que inspetores da ONU fiscalizassem as instalações industriais e militares do Iraque. Em fevereiro de 2003, após intensa procura, os inspetores concluiram que não haviam indícios de que o território iraquiano abrigasse armas de destruição em massa. No entanto, o governo americano ignorou esse fato e exigiu que o Conselho de Segurança da ONU autorizasse a invasão do país árabe. A invasão aconteceu, o governo iraquiano foi derrubado, Saddam Hussein foi capturado, e em 2006 foi condenado e morto. Mesmo assim, após a queda do regime ditatorial de Saddam Hussein, o Iraque continua em crise política, e os militares americanos ainda estão em solo "inimigo". Pois bem, é desse cenário que surge todo o enredo para o filme Guerra ao Terror, o qual faço alguns comentários a seguir.

A diretora Kathryn Bigelow tenta mostrar que para alguns, a guerra nem sempre é má, às vezes, ela também pode ser prazerosa, depende de como ela é vista e vivida. O caso ideal é o Sargento William James (Jeremy Renner), um militar especialista, pertencente a um esquadrão anti bombas. O cara vivencia a guerra como se estivesse em um parque de diversões, enquanto que seus companheiros sofrem com a paranóia da morte iminente. James desafia o perigo, deixando em alguns momentos, o espectador com ódio da sua irresponsabilidade. Visto que um erro seu, pode acarretar a morte de todos membros da equipe. Interpretar o Sargento William James não foi tarefa fácil, o cara tem uma psique difícil de ser compreendida. Ao mesmo tempo valente e inconsequente, também possuia nuances de algum tipo de trauma mal resolvido, daqueles que só se chora quando se está só tomando banho. Sendo um viciado na guerra, prefere esta, a sua própria família, seu negócio, de fato, é o campo de batalha, seu estimulo, adrenalina. E nesse contexto, Jeremy Renner não deixa nada a desejar, muito pelo contrário, compoe muito bem seu personagem. Dessa forma, mereceu a sua indicação ao SAG Awards, vencer já é outra história. Além disso, acharia justa uma indicação ao Oscar 2010.

Sobre o filme.
Kathryn Bigelow foi muito feliz ao escolher as formas de prender a atenção dos espectadores. As composições que utiliza deixa o ambiente hostil da guerra mais convicente, ao mesmo tempo em que aumenta o suspense da trama. O som do helicóptero que passa, o efeito com a câmera balançando, a respiração ofegante dos soldados, o calor, tudo isso aumenta a nossa aflição e nos deixa mais atentos. Além disso, outros dois aspectos são levados em consideração no argumento do longa. O primeiro são os civis iraquianos. Dentre eles percebemos três reações, desprezo e ódio frente aos americanos, utilização da guerra como pretexto para ganhar algum dinheiro, ou então, um olhar que demonstra um sentimento de passividade, e de que a qualquer hora pode morrer. E o segundo, é a concentração de alguns soldados, e o medo de outros frente a imprevisibilidade do desenrolar de um confronto. Em alguns, o prazer e introspecção é tamanha que nem se pisca os olhos quando uma mosca pousa, em contrapartida, em outros, o medo é tão incontrolável que gera paralisia.

Como pode ser visto, Guerra ao Terror, tem ação, mas tem uma análise sobre o comportamento dos militares em campo de batalha, tem suspense, mas tem boas atuações, tem efeitos especiais, mas se está alicerçado em um bom roteiro, é ficção, mas tem uma base histórica por detrás, é um longa americano, mas que não está simplesmente interessado em demonstrar que eles são os defensores da democracia, ou seja, é um filme completo. Além disso, executa do início ao fim sua proposta de trabalho, ou seja, seu estilo narrativo é mantido de ponta a ponta da película. É por essas e outras que está sendo considerado um novo clássico do cinema de guerras dos Estados Unidos, e tem levado tantos prêmios. Apenas provocando... Será que Guerra ao Terror é um clássico do cinema de guerra focando o Iraque, assim como Platoon está para a guerra do Vietnã?

Para ver o site oficial do longa, clique aqui.

Nota pessoal:

Desde outubro do ano passado, quando vi Bastardos Inglórios, que para mim, ele era o favorito em qualquer premiação. No entanto, depois de ver Guerra ao Terror, entrei em conflito com as minhas preferências. No momento, eu já não sei quem indicaria como melhor do ano, essa que é uma dúvida saudável me levará a ver o longa do Tarantino novamente, a fim de sanar esse problema com minha escolha.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
The Hurt Locker (Guerra ao Terror), Estados Unidos - 2008. Dirigido por Kathryn Bigelow. Com: Ralph Fiennes, Jeremy Renner, Anthony Mackie, Guy Pearce, Evangeline Lilly. 131 minutos. Gênero: Ação, Guerra, Suspense.
Nota: 10.0