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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

U 2ube, uma parceria histórica

Foto 1 - Expectativa poucos minutos antes do show no site do youtube. Clique na imagem para ampliá-la.

Há pouco mais de uma hora acabou em Los Angeles mais um show da banda irlandesa U2 da turnê 360º, comentada neste blog. Só que dessa vez, a perfomance do quarteto pode ser vista ao vivo pelo buscador de vídeos mais popular do mundo, o youtube. Com músicas do novo trabalho, e claro, suas clássicas, Bono e seus fiéis escudeiros emocionaram o público presente no estádio, e os que acompanhavam via internet.

Foto 2 - Anúncio do show na página do U2 no youtube

Antes do início da apresentação, enquanto o grupo se encaminhava ao palco, ouvíamos ao fundo, a canção Space Oddity, uma clássica do David Bowie. Mas às 01:05, na madrugada do Recife, Larry Mullen Jr., o baterista do U2, entrava no palco e iniciava o show, empolgando o público com a primeira música da noite, Breathe que pertence ao mais recente álbum, No line on the horizon. Depois dessa, ouvimos Get on your boots, que tal como a terceira da noite - o hit Magnificent, também pertence ao novo trabalho deles. Nesse ínterim, Bono saúda algumas cidades do mundo e diz: 'What time is it in the world and where are we going?' Ele estava se referindo ao fato de que naquela noite a turne 360º do U2 estar atravessando as fronteiras de vários países em todos os continentes simultaneamente, alcançando milhares de pessoas ao redor do planeta.

Posteriormente, com novos arranjos vemos a perfomance de duas canções que levam a plateia ao delírio. Estamos falando de Mysterious Ways e Beautiful Day. O show estava apenas começando e eu já pensava: A única coisa ruim é que não posso sentir a vibe do Rose Bowl Stadium, mas a transmissão estava melhor do que ver o show da área VIP. Depois disso, a sexta canção - I still haven't found what I'm looking for - nela, o público canta com Bono, e é de arrepiar. Porém, mais emoções estavam para chegar, em seguida, ouvimos um cover da clássica Stand by me, se me permitem, o momento foi do caralho!

Depois, ouvimos Stuck in a moment, presente no trabalho da banda de 2000, apenas com o violão do The Edge. A oitava música é a que leva o nome do álbum - No line on the horizon -, depois dela ouvimos a empolgante Elevation, seguida de In a litte while que teve participação de um astronauta em órbita. A décima primeira canção foi Unknown caller do novo cd do U2. Enquanto isso, a participação dos telespectadores era intensa. O youtube em associação com o Twitter atualizava as postagens dos cadastrados que estavam vendo e comentando a apresentação. Os comentários não paravam de chegar, inclusive, com grande presença brasileira.

A décima segunda canção foi - Until the end of the world - e com ela, o show completava uma hora. E o que falar? Até o momento estava tudo perfeito, tanto a transmissão extraordinária do youtube, quanto a apresentação excitante e incrível dos irlandeses. Depois foi a vez de Unforgettable fire, que poderia muito bem ser utilizado para descrever a apresentação, Unforgettable show. O U2 mostrava mais uma vez porque é uma das maiores, se não a maior, banda em atividade do planeta.

Foto 3 - Imagem de divulgação na página do U2 na internet

Ainda ouviríamos, City of blinding lights, Vertigo e a saudação de Bono ao mexicanos, com um "Vamos muchachos, are you ready?" Em seguida seria a vez de novos e antigos sucessos, como, I'll go crazy - remix, Sunday Bloody Sunday, MLK, Walk on e One. Neste momento, eu já sabia que o U2 seria notícia nos jornais de todo o mundo nesta segunda por conta da apresentação histórica que estava fazendo.

Mais ainda não estávamos no fim, o grupo ainda tinha preparado mais quatro músicas. A incrível, Where the streets have no name, Ultraviolet, With or without you e a Moment of surrender. Moment of surrender foi a última canção, mas como o título sugere, o público já havia se entregue e chegado ao êxtase há bastante tempo. Nesse momento, era a plateia que iluminava o estádio com os seus celulares tornando a festa mais bela. Este foi o fim de mais um grande show desse quarteto com mais de 30 anos de estrada. Foi um grande e inesquecível concerto, com um pouco mais de duas horas de duração. Tudo isso que descrevi só foi possível graças a internet, e a vontade dos produtores do show do U2 e do youtube. Será essa uma possibilidade para os shows do futuro?

domingo, 25 de outubro de 2009

O escafandro e a borboleta (2007)

Logo na cena inicial do filme, nós percebemos que ele é dirigido para o telespectador. Por que digo isso? Quem você acha que a enfermeira avisa estar saindo de um sono profundo? O paciente (Jean-Dominique Bauby) ou nós mesmos? Para mim, o recado é para nós. "Mantenha os olhos abertos, abra bem os olhos!" Você tem dúvida de quem é o paciente?

Foto 1 - O Grito (1893) de Edvard Munch e um escafandro

A prisão do personagem, para ele mesmo, é o escafandro. Essa é uma analogia com a angústia moderna de muitas vezes se sentir incapaz de amar, de se expressar ou de conviver. Em O Grito, quadro do pintor norueguês Edvard Munch, percebemos o mesmo sentimento de claustrofobia do filme comentado aqui. Como reverter essa situação? A resposta dada pelo longa é que devemos recorrer a nossa humanidade, combinar nossa memória a nossa imaginação.

Em muitos momentos há uma identificação do que acontece com o ator principal e nossas vidas. Coisa do tipo, acorde, e vá viver! Sentimento do que poderia ter sido, mas que não foi. Algum momento que poderia mudar toda uma vida, mas que a exitação ou o medo do desconhecido acabou com a possibilidade. Isso fica bem evidente em uma das falas transcritas abaixo:
Hoje percebo que toda a minha existência é uma cadeia de pequenos erros. Mulheres que não fui capaz de amar, chances que não pude aproveitar, momentos de felicidade que deixei escapar. Uma carreira cujo resultado me era conhecido de antemão, mas que na qual fui incapaz de apostar e ser um vencedor. Estava cego ou surdo? Ou precisava de uma desgraça para ver meu verdadeiro ser?
A intenção deste post não é contar a história da película, mas apreender aquilo que ela possui de geral. As pessoas tem que aprender a se desprender de casos particulares, tanto no cotidiano, quanto na leitura de filmes. Exemplos às vezes são importantíssimos, mas não são suficientes para se compreender o nível macro de análise. Nesse sentido, para além do fato do Jean-Dominique Bauby, interpretado por Mathieu Amalric ter sofrido um acidente vascular cerebral que o deixou totalmente paralisado com exceção do seu olho esquerdo, há a beleza da superação de alguém que se comunica de uma forma lenta, silenciosa e bastante trabalhosa.

Já li por ai que a película torna-se lenta e desinteressante, na minha visão, essa é uma análise descuidada. Mesmo com um protagonista inerte por questões físicas e um repetição incrível do alfabeto, as técnicas cinematográficas utilizadas pelo diretor fazem o longa torna-se cada vez mais interessante. Por exemplo, o fechar e abrir do diafragma da câmera que proporciona a impressão da abertura e fechamento do olho esquerdo do "Jean-Do". Além disso, todas as intervenções do diretor para explicar acontecimentos do passado e as voz interna do protagonista, que fecha muitas vezes o raciocínio dos diálogos, são trabalhadas de maneira ágil e perspicaz por mais antagônico que isso possa parecer. Sutileza, é a palavra de ordem do longa, daí sua analogia com a borboleta. Assim, O Escafandro e a Borboleta (2007) é uma leitura sobre aprisionamento e liberdade, humanidade e imaginação. É um filme que ensina como se adaptar a um ambiente adverso, não sem tocar nas incertezas e frustrações que isso gera. Mostra que viver significa mais que um corpo em movimento, é imaginação, sonhos e ambições.

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P.S.: U2 nesta madrugada do domingo para a segunda no youtube. Mais informações sobre o show que será transmitido, clique aqui. Vídeo promocional da transmissão do show logo abaixo:

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

U2 em 360 graus

Mais cedo estava vendo o dvd do U2 - Rattle and Hum - lançado em 1988, que além de conter os hits do grupo, também possui uma série de homenagens a caras do porte de B. B. King, John Coltrane, Billie Holiday, Rolling Stones, Beatles, Jimi Hendrix, Bob Dylan e Elvis Presley, ufa! Só gente de peso. Mas não é sobre isso que quero falar. Isso foi apenas o que me levou a procurar notícias sobre o quarteto irlandês.
E não é que há algum tempo eles já estão em uma nova turnê pela Europa?! Dessa vez, o nome é “Kiss the Future”, e o objetivo é divulgar o novo trabalho - No Line on the Horizon. Para informações sobre os shows, clique aqui. O U2 que sempre tem uma estrutura grandiosa em suas apresentações, traz agora a novidade de um palco que possibilita a visão dos espectadores em 360 graus. Para fotos dos shows, clique aqui. Ou seja, independentemente de onde esteja, o público pode ver os caras. Em resumo, esta é a maior turnê da banda em 30 anos de carreira, então, imaginem só! A meta do "Kiss the Future" é bater a já incrível marca de 389 milhões de dólares alcançada pela turnê "Vertigo" que ocorreu entre 2005 e 2007. Além disso, fiquem atentos, em 2010, o U2 deve passar novamente pelo Brasil.